domingo, 8 de novembro de 2009



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hiato criativo.

domingo, 1 de novembro de 2009

meus e tenho dito.


Meu café é sem açúcar. Meus suspiros não são de saudade, nem de amor. Meus dias e as minhas noites são filhos do mesmo pai, o cotidiano. Meu ser sociável foi comprar cigarro e até hoje não voltou. Minha trilha sonora é embalada pelo tiquetaqueando do relógio. Minhas lágrimas não valem as pitangas dramáticas da novela das oito. Meus amores platônicos decidiram se atualizar e me trocaram por Weber ou Comte, ainda não sei o certo. Meu universo se expande em hormônios e íons, mas entra em caos com equações trigonométricas. Meus sonhos são baratos, valem centavos na padaria da esquina. Minha caverna tem parede verde, uma cama confortável e uma porta constantemente aberta, mas que eu não atravesso.
Mas essas coisas são minhas, sabe. Transbordam a minha existência tímida e depois me sufocam, mas nunca me deixam.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

;

E no meio de um dia incrivelmente quente, Recife vibra patologicamente a sua existência, e cada forma de vida, por mais medíocre, procura uma sombra inexistente.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Ah, não quero mais conversa que não seja libertação.
Cansei das meias palavras, meias sujas e furadas. Cansei dessa verdade malabarista de sinal de trânsito. Cansei do dito pelo não dito. Cansei das aparições sonâmbulas no meu quarto. Cansei dos versos mal engendrados, sem rima e, muito menos, progressão.
Quero o lado mais belo e o mais sórdido da liberdade. Quem sabe até um pouco de libertinagem - por que não? - mas que seja pleno. Quero tudo isso e até a última cereja do sorvete, mas, por favor, que seja para amanhã. Hoje, sinceramente, eu cansei.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Compreendes agora quando eu dizia para você não vir com essas estórias de meu-bem-querer? Compreendes agora o porquê dos meus olhos tão fugitivos só de pensar nos seus tão miúdos? Compreendes agora a minha dificuldade em compreender o seu óbvio - o meu óbito?
Percorremos os mesmos caminhos sinuosos, apostamos nas mesmas saudades e esquecemos as mesmas lamúrias.
Ah, o (des)amor. Derrubou o meu muro, invadiu a minha estabilidade, bagunçou minhas ideias e me abandonou aqui, no caos que eu ainda consigo ser.

domingo, 4 de outubro de 2009


* Calvin: Não se pode abrir a criatividade como uma torneira, você tem que estar no pique certo.
* Haroldo: E que pique é esse?
* Calvin: Pânico do último minuto.